domingo, 26 de dezembro de 2010
Entre todos os abraços, aquele que te conforta é o único que você não vai receber.
Então eu sento no chão, apoio as costas na porta trancada, há tanto espaço e tanto silencio, que eu me sinto cada vez menor. E tem também o medo, medo do escuro, e da solidão que domina esta comodo agora. Estou só. tiro a blusa, ainda sentada no chão, acho a solução.
Melhor tomar um banho; eu na realidade nem sei se gosto de banho, não me lembro de ter vontade de tomar banho nos momentos felizes,mas é ressurgir essa solidão, esse medo que lá vou eu correndo tomar banho... Cara, como a ausência machuca.
A água escorrendo e eu penso: Onde estão os moradores desta casa? será que só sobrou esse vazio? Casa, casca. sem recheio, sem cheiro, sem movimento. Só o pó, o vento e eu. Vem o sono, passado o medo, então eu aproveito pra fazer passar o dia. Durmo, porque quando durmo, não conto o minuto que precede a hora, não vejo o espaço, não vejo o escuro, só os vultos que antes enchiam esse lugar de barulho, alegria e luz.
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ameiii amiga..
ResponderExcluirtati ¹³