terça-feira, 8 de março de 2011

Só uma resposta

Tendo o excesso da presença, esqueceu de sentir saudade.
A mente acostumada com o mesmo semblante sorridente, as mesmas idéias, as horas de sono, sempre ali.
Mas nunca imaginou acordar-se naquele sábado nublado, no qual você se agarraria àquele corpo. Sem o corpo, abraça agora a cama vazia, não tem voz de bom dia, nada além do sábado nublado.
Lembra da vez que foi perguntado se você sentia saudade, a mesma resposta fria, sem nada de coração, nada de nada.
-não.
Então pega o seu cigarro, vai até sua janela e vê, que não há mais ninguém ali, não por você.
Aquela música triste que você detestava ter que escutar enquanto jogava videogame, ela faz tanto sentido agora.
E nem os sorrisos, e nem as birras, e nem os motivos
indiretos para alterar o seu humor se fazem presentes.
Será que você faria diferente? Será que tem tanta certeza de que não sente saudade?
Como foi terrível você não perceber que para aquela  pergunta só existia uma resposta cabível, a resposta que nós esperamos de quem quer que diga nos amar.  
Sim, eu sinto a sua falta, embora você esteja presente a maior parte do tempo, eu ainda a amo, eu ainda sinto a sua ausência, as poucas vezes que ela se faz presente.
Ela certamente poderia viver muito mais da vida ao seu lado, mas não pode. Precisa de alguém que sinta sua falta.